terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Tornar a mensagem compreensível aos irmãos


Somos a Renovação Carismática Católica! Movimento eclesial que atende aos critérios de comunhão e missão da Igreja. No nível da comunhão (koinonía) e no nível do serviço (diakonía). É, portanto, a esse segundo grupo que pertencem os “Carismas”. Os carismas fazem parte da nossa trilogia identitária. “A identidade da Renovação pela prática dos carismas é tão veemente que dispensa maiores análises. Basta lembrar que o próprio nome com a qual nos designam - ‘carismáticos’ – advém dessa prática” (Apostila Identidade da Renovação Carismática Católica, Módulo Básico).

Os carismas são dons, são presentes do Espírito Santos para nós. “Mas é o único e mesmo Espírito que isso tudo realiza, distribuindo a cada um dos seus dons, conforme lhe apraz” (I Cor 12, 11). O Frei Raniero Cantalamessa, pregador da casa pontifícia, em seu livro “A poderosa unção do Espírito Santo” nos explica que carisma é uma manifestação ou epifania do Espírito para a Igreja. Desta forma, podemos compreender que os carismas são manifestações extraordinárias do Espírito Santo, acessíveis para todos os fiéis, pois são ordenados à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. (cf. CIC 799).

Abordaremos neste espaço um dos carismas que compõem o grupo dos dons efusos do Espírito Santo, o carisma da interpretação das línguas, que é um dom de inspiração. É importante situarmos esse carisma dentro da nossa realidade de Grupo de Oração, a célula fundamental da Renovação Carismática Católica, onde os “carismas devem ser manifestados sem restrições, pois fazem parte do ‘Ver e ouvir’ que convence aqueles que estão chegando” (Apostila Grupo de Oração, Módulo Básico)

Qual carismático ainda não ouviu um canto ou profecia em línguas dentro da reunião de oração? Essa manifestação do Espírito ocorre dentro do ciclo carismático: louvor – oração – silêncio – profecia – louvor. Geralmente, depois da oração em línguas no momento de silêncio que segue (Escuta ao Senhor), uma voz se destaca em meio à assembleia e é nesse momento que todas as outras vozes se calam para ouvir, quer seja um canto profético em línguas, que uma profecia (falada ou orada) em línguas. Esse é, em especial, um dos grandes momentos dentro da dinâmica da reunião de oração, pois todos sentem que o Espírito está agindo de modo extraordinário na assembleia.

O carisma da interpretação das línguas é a faculdade de perceber o sentido da oração ou da profecia em línguas. Não se confunde com (tradução), é um impulso, através de uma unção espiritual, por meio do qual a pessoal capta o sentido da mensagem e comunica-a, para torna-la compreensível aos membros da comunidade. (Apostila Carismas, Módulo Básico). “É por isto que aquele que fala em línguas deve orar para poder interpretá-las” (I Cor 14, 13). O intérprete sente-se compungido pela ação do Espírito e se lança confiantemente no exercício do dom.

Pode acontecer, não raramente, de haver mais de um intérprete para aquela determinada “profecia ou canto em línguas”. O critério deve obedecer ao dom do “discernimento dos espíritos e como no exercício do dom da profecia geralmente são aceitas quando confirmadas pela assembleia. Algo importante, a saber, é que nem toda oração em línguas é uma profecia em línguas, esta última só acontece quando há uma unção profética que é bem específica, é quando o Senhor deseja falar ao seu povo quer seja para: edificar, exortar ou consolar” (cf. I Cor 14,3). “Por conseguinte, irmãos, aspirai ao dom da profecia e não impeçais que alguém fale em línguas. Mas tudo se faça com decoro e com ordem” (I Cor 14, 39-40).

Mª Anete Marçal Reis - Grupo de Oração Vem Senhor Jesus

domingo, 6 de fevereiro de 2022

A fé: carisma essencial aos nossos GO

 


“A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele” (Catec. § 153). Para que tenhamos a fé precisamos da graça de Deus e dos auxílios internos do Espírito Santo, que move o nosso coração e nos converte a Deus, abre os olhos da mente e dá a todos suavidade no consentir e crer na verdade.

O ser humano, por causa do pecado original, não tem condições de dar fé a si mesmo, por isso é necessária uma intervenção divina para alcançarmos tal graça. Então basta pedirmos a Deus esta graça e Ele nos concederá. Esta é uma espécie de oração que jamais nos é negada pelo simples fato de estar em absoluta concordância com a vontade de Deus.

Existem três tipos de fé:

1) A fé doutrinal - É uma virtude teologal, pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse e revelou, e que a Santa Igreja nos propõe a crer, porque Ele é a própria verdade. Pela fé, “o homem livremente se entrega todo a Deus”. Por isso o fiel procura conhecer e fazer a vontade de Deus. “O justo viverá pela fé” (Rm 1,17). A fé viva “age pela caridade” (Gl 5,6) – CIC § 1814.

2) A fé dom- É a confiança absoluta na vontade de Deus, é a convicção de que Deus vai honrar o que Jesus nos prometeu e agirá conforme suas palavras. É colocar-se nas mãos d’Ele e aceitar com coragem e amor o caminho de felicidade que Ele traçou para nós. Não se trata de uma intuição, emoção ou sentimento, mas sim de um compromisso com Deus. A fé exige decisão! É algo que nos compromete até o nosso último fio de cabelo. Trata-se de entregar a nossa vida nas mãos do Pai e ao mesmo tempo aceitar toda a verdade por Ele revelada.

3) A fé carismática - A fé expectante é crer naquilo que não podemos ver, é acreditar e esperar por algo que está em nosso coração, e acreditamos estar no coração de Deus, é a fé: carisma essencial aos nossos Grupos de Oração aquilo que está em I Cor 2, 9 “É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64, 4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam”. É crer de uma maneira inabalável, fielmente, antes mesmo que aconteça. Tudo o que pedimos em oração, crendo que já o recebemos, nos será dado (Mc 11, 24) Crer é entender que somente por graça possuímos aquilo que recebemos de Deus. Assim como a vida humana não pode ser gestada fora do ventre materno, nós não podemos ter vida espiritual sem fé. A fé é a graça que mantém nossa vida interior, nossa busca incessante pela intimidade com Deus, o ser humano não se realiza e o seu coração não encontra paz sem a fé.

A Sagrada Escritura chega a afirmar que uma fé falsa, mantida só de aparências, faz com que a alma dessa pessoa exale como que um odor de morte. Por isso o carismático vive pela fé!

A fé carismática abre o nosso interior ao novo de Deus, para que milagres e prodígios aconteçam diariamente em nossos Grupos de Oração. Para se ter fé, basta pedir! Tomar a decisão de acreditar em Deus e se comprometer com Ele.

Juliana Castro

Grupo de Oração Vinde e Vede (COMVIVE)