quinta-feira, 15 de abril de 2021
Consagração ao Espírito Santo
domingo, 4 de abril de 2021
A morte foi vencida e Cristo ressuscitou
A proclamação da Ressurreição de Cristo era o
principal anúncio da Igreja Primitiva. Cristo morreu por nossos pecados, mas, a
morte foi vencida e Cristo ressuscitou, como primícias daqueles que também
morreram.
Imaginem a confusão
que se passava na cabeça do povo, mas também, e principalmente, entre os
próprios apóstolos! Também eles esperavam que um dia Jesus fosse proclamado Rei
de Israel. O sentimento de triunfo naquele domingo de ramos, em que Jesus
entrou em Jerusalém louvado pela multidão, confirmava as expectativas de muitos
deles. “É ele! Ele é o Messias que Israel esperava! Hosana ao Filho de Davi!”.
Podemos compreender,
depois desta premissa, o sentimento de frustração de todos eles olhando para
Cruz. O Messias, aquele que devia libertar o povo, estava crucificado,
humilhado na cruz. Estava tudo consumado...
Quando, na madrugada
daquele dia, os discípulos foram despertados com a euforia de Maria que
fizera-lhes o primeiro anúncio da Ressurreição e após constatarem, com os
próprios olhos que o Senhor Jesus Ressuscitou, como disse, e, que ele é o
Senhor, o Kyrios, a alegria voltou ao coração dos Apóstolos. A esperança não
engana. “Jesus está vivo!” Este se torna o grande anúncio dos cristãos de então
e deve, sem dúvidas, ser o nosso principal anúncio: Jesus está vivo!
Os homens de hoje,
como os contemporâneos de Cristo, precisam ouvir, não um anúncio teórico de
quem aprendeu na catequese, mas o testemunho eloquente de quem, como Paulo
relatou na passagem acima, também fez o seu encontro pessoal com o Senhor. A
teoria e o conhecimento doutrinal, ajudam! Mas é o testemunho que convence.
Nós, cheios do
Espírito Santo, precisamos da coragem, entusiasmo e ousadia, ou seja, de
“parusia” para anunciar com poder esta verdade que não pode ser mitigada:
Cristo Vive! Jesus é o Senhor! Aleluia! Mais do que professores de religião ou
pregadores que dão notícias de Jesus, o mundo precisa de verdadeiras
testemunhas da ressurreição de Cristo. Homens e mulheres imbuídos do espírito
profético para testemunhar que o Senhor Vive! Está no meio de nós com todo o
seu poder e graça, atuante na sua Igreja. E disto, nós somos testemunhas!
Padre Clovis Cavalcanti de
Albuquerque Neto
Instituto Divino Mestre – Brasília (DF)
FONTE: RCCBRASIL
domingo, 28 de março de 2021
Domingo de Ramos
Mc 14, 1-15,47: "Onde queres que
preparemos a refeição da Páscoa?”
O relato da paixão de Jesus, que a liturgia nos
propõe neste domingo ao lado do da entrada festiva de Jesus em Jerusalém (Mc
11,1-10), ocupa um quinto de todo o Evangelho segundo Marcos. É o relato mais
antigo contido nos Evangelhos, uma longa narração em que encontramos o eco das
testemunhas, acima de tudo de Pedro, cujo nome retorna frequentemente, e depois
dos outros discípulos. Todos, porém, no momento da prisão, fogem...
segunda-feira, 22 de março de 2021
Uma ladainha em honra à Santa Cruz
As semanas que antecedem a Páscoa do Senhor ainda são Quaresma, mas, na liturgia romana tradicional, recebem um nome especial: Tempo da Paixão. É hora de intensificarmos nossas penitências, mas agora com o olhar mais voltado para a Cruz de Cristo, o madeiro bendito de onde nos veio a salvação. Por isso, nesses dias mais do que em quaisquer outros, pode ser muito apropriada a oração da seguinte ladainha em honra à Santa Cruz, a qual, embora seja de uso privado, está cheia de expressões da Sagrada Escritura e das obras dos Santos Padres. A tradução abaixo foi feita por nossa equipe a partir do seu texto original em latim. (Clique em Mais informações para ver artigo completo).
terça-feira, 16 de março de 2021
Mensagem do Papa Francisco para a Quaresma de 2021
“Vamos
subir a Jerusalém...” (Mt 20, 18).
Quaresma:
tempo para renovar fé, esperança e caridade.
Queridos irmãos e irmãs!
Jesus, ao anunciar aos
discípulos a sua paixão, morte e ressurreição como cumprimento da vontade do
Pai, desvenda-lhes o sentido profundo da sua missão e convida-os a
associarem-se à mesma pela salvação do mundo.
Ao percorrer o caminho
quaresmal que nos conduz às celebrações pascais, recordamos Aquele que “Se
rebaixou a Si mesmo, tornando-Se obediente até à morte e morte de cruz” (Flp 2,
8). Neste tempo de conversão, renovamos a nossa fé, obtemos a “água viva” da
esperança e recebemos com o coração aberto o amor de Deus que nos transforma em
irmãos e irmãs em Cristo. Na noite de Páscoa, renovaremos as promessas do nosso
Batismo, para renascer como mulheres e homens novos por obra e graça do
Espírito Santo. Entretanto o itinerário da Quaresma, como aliás todo o caminho
cristão, já está inteiramente sob a luz da Ressurreição que anima os
sentimentos, atitudes e opções de quem deseja seguir a Cristo.
O jejum, a oração e a esmola –
tal como são apresentados por Jesus na sua pregação (cf. Mt 6, 1-18) – são as
condições para a nossa conversão e sua expressão. O caminho da pobreza e da
privação (o jejum), a atenção e os gestos de amor pelo homem ferido (a esmola)
e o diálogo filial com o Pai (a oração) permitem-nos encarnar uma fé sincera,
uma esperança viva e uma caridade operosa.
1. A fé chama-nos a acolher a Verdade e a tornar-nos suas testemunhas diante de Deus e de todos os nossos irmãos e irmãs
2. A esperança como “água viva”, que nos permite continuar o nosso caminho
3. A caridade, vivida seguindo as pegadas de Cristo na atenção e compaixão por cada pessoa, é a mais alta expressão da nossa fé e da nossa esperança
Roma, em São João de Latrão, na Memória de São Martinho de Tours, 11 de novembro de 2020.
Francisco
Fonte: RCCBRASIL
quarta-feira, 10 de março de 2021
A vida de oração e conversão durante a Quaresma - Parte II
1. A oração
Devemos aumentar a nossa oração pessoal, o que já oramos e algo a mais que podemos acrescentar. Neste sentido, podemos orar com os Salmos, que poderia ser um Salmo por dia ou nos propor a orar o saltério (os 150 Salmos) durante os quarenta dias da Quaresma. Outras opções seriam meditar a Via-Sacra diariamente, O Santo Rosário, a Liturgia das Horas, etc. O importante é aumentar o tempo de oração pessoal que já fazemos durante o ano.
2. Penitência
A penitência, tradução latina da palavra grega “metanóia”, que na Bíblia significa conversão do pecador, designa todo um conjunto de ações interiores e exteriores dirigidas para a reparação do pecado cometido. São atos como: jejuns, orações, esmolas, vigílias, peregrinações, etc. que os fiéis oferecem a Deus tendo o significado de um sacrifício pessoal. No tempo quaresmal, a penitência proposta é o jejum de alimentos que consiste em retirar alguma refeição no dia em que estivermos fazendo o Jejum, que na Quaresma é na Quarta-feira de Cinzas e nas Sextas-feiras.
3. Caridade
São atos de generosidade e de amor para com o outro que devem ser exercidos na Quaresma como forma de aprofundamento espiritual e fraterno onde devemos fazer um exercício de desapego material ajudando a quem precisa. Podemos ajudar alguém que está necessitando de alimento ou de ajuda financeira, visitar um preso, visitar um idoso solitário em um asilo, uma criança em um orfanato, entre muitas outras formas de se praticar a caridade. Nesta dimensão também podemos praticar a caridade perdoando as pessoas que nos ofenderam ou pedindo perdão àquelas que ofendemos. Podemos também ajudar mais em casa sendo mais amorosos e solícitos. A intenção desta dimensão é melhorar as nossas atitudes em relação aos outros.
4. Ler um livro completo da Sagrada Escritura
Aconselhamos um dos seguintes livros: Êxodo, Números, Deuteronômio ou um
dos quatro Evangelhos. Escolha um destes livros e leia-o e medite-o completo
durante o período da Quaresma.
5. Combater um vício
Vício é um mau hábito, um costume ruim que toma o lugar de Deus no nosso
coração e que nos afasta de Jesus. Escolha um vício para combater contra ele
durante estes quarenta dias. Podemos citar como vícios os seguintes hábitos:
maledicência, falta de paciência com os outros (pavio curto), vaidade, ira, ciúme,
inveja, sensualidade, preguiça e muitos outros.
6. Se confessar
Frequentar o Sacramento da Penitência, procurando neste período um sacerdote para se confessar.
O Papa Francisco também propõe alguns atos de caridade para praticar na
Quaresma, que ele classificou como manifestações concretas de amor:
- Sorrir, um cristão é sempre alegre!
- Agradecer mesmo quando não precisa fazê-lo.
- Lembrar ao outro o quanto você o ama.
- Cumprimentar com alegria as pessoas que você vê todos os dias.
- Ouvir a história do outro, sem julgamento, com amor.
- Parar para ajudar e estar atento a quem precisa de você.
- Animar alguém.
- Reconhecer os sucessos e qualidades do outro.
- Separar o que você não usa e dar a quem precisa.
- Ajudar a alguém para que possa descansar.
- Corrigir com amor; não calar por medo.
- Ter delicadeza com os que estão perto de você.
- Limpar o que sujou em casa.
- Ajudar os outros a superar os obstáculos.
- Telefonar para seus pais.
Independente do que decidirmos praticar para aprofundar a nossa
conversão e a nossa vida de oração, é importante destacar que os exercícios
espirituais que praticamos na Quaresma devem atingir o homem interior, gerando
uma metanóia em nosso pensar e em nosso modo de agir, de tal sorte que
transforme o nosso coração e a nossa consciência. É este o efeito que devemos
esperar se vivenciarmos com seriedade este momento tão importante para o nosso
crescimento espiritual e fraterno. Não devemos encarar a Quaresma apenas como
um tempo de esforço, de sacrifício ou como um peso que nos esmaga, mas sim, uma
oportunidade maravilhosa que devemos receber com gratidão e alegria! Uma
alegria do Espírito que ninguém pode nos tirar, uma alegria que as coisas deste
mundo não podem nos dar.
Grupo de Oração Fonte Viva do Santíssimo
Sacramento.
Curitiba (PR)
Fonte: RCC Brasil
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021
A vida de oração e conversão durante a Quaresma - Parte I
E o
que podemos fazer durante a Quaresma para que uma preparação seja eficaz?
Esta é uma pergunta que devemos nos fazer se desejarmos encontrar as melhores ações a serem praticadas neste período. E, se em anos anteriores alguém se sentiu de alguma forma culpado por não ter vivenciado a Quaresma com profundidade, ou por não ter se esforçado como deveria, neste ano pode agir diferente, fazendo deste tempo quaresmal um verdadeiro retiro espiritual.
Essencialmente, o período da Quaresma, é um retiro espiritual voltado à reflexão e à ação com o intuito de preparar o espírito dos fiéis para a acolhida do Cristo vivo, ressuscitado, no Domingo de Páscoa. Para isso, a Igreja se inspira no retiro de 40 dias de Jesus no deserto e convida-nos a nos recolher em oração e penitência durante este período. Somos convidados a entrar no deserto, assim como Jesus o fez. Entrar sem nenhuma máscara, para que possamos nos encontrar com Deus, com o irmão e conosco mesmo. Não com a auto-imagem que construímos diante das pessoas – é um convite de desapego e de conversão.
Neste tempo devemos buscar um maior aprofundamento da nossa intimidade com Deus, por isso, estes dias devem ser vividos como tempo de conversão, de oração, de luta contra o pecado, de renovação pessoal e comunitária através da aproximação a Deus e da adesão confiante ao Evangelho. E como linhas de ação para esta caminhada, a Igreja propõe, por meio do Evangelho proclamado na Quarta-feira de Cinzas, a prática da oração, do jejum e da caridade.
Sabemos que para nos aprofundar na intimidade com o Senhor precisamos continuamente investir no nosso aperfeiçoamento espiritual e fraterno, vivenciando durante todo o ano estas três importantes ações que a Igreja acentua no tempo da Quaresma. No entanto, durante o tempo quaresmal, a Igreja espera de nós um maior empenho e disciplina na prática da conversão, do arrependimento, da oração e da caridade nas nossas atitudes do dia-a-dia.
Assim sendo, é muito apropriado fazer um programa espiritual que nos possibilite seguir um caminho de aprofundamento bem definido. Existem muitas maneiras de preparar um programa espiritual e cada um deve encontrar a melhor estratégia de acordo com as suas possibilidades e necessidades. O importante é sair da rotina para vivenciar com profundidade o tempo quaresmal.
Por: Luiz César Martins
Grupo
de Oração Fonte Viva do Santíssimo Sacramento.
Curitiba
(PR)
Fonte:
RCC Brasil
terça-feira, 2 de junho de 2020
O que é Pentecostes?
Pentecostes é a
Festa da Colheita!
Com grande alegria o
povo hebreu ofertava ao Senhor as primícias, os primeiros frutos da terra, o
que havia de melhor na primeira colheita. E Deus escolheu justamente esta Festa
judaica para cumprir a Sua Promessa de derramar o Espírito Santo não só sobre
os discípulos da primeira hora, mas sobre todo ser vivo (cf. Joel 3,1). Aqui há
uma questão emblemática: oferecemos a Deus as primícias do nosso interior, o
nosso coração, a nossa sede, o nosso apelo mais profundo pelo Amor de Deus e
Deus vem pressuroso ao nosso encontro, ao encontro da nossa sede, dando-nos
medida imensurável do Espírito Santo.
Por isso, é possível
dizer que o batismo no Espírito Santo é este “choque bendito”, este maravilhoso
encontro entre duas liberdades: Deus, em sua infinita bondade, amor e
misericórdia sempre vem ao encontro do homem com a Sua graça, com o Seu
Espírito; o homem, em seu livre arbítrio, busca a Deus de coração sincero,
contrito e, humilde, vai ao Seu encontro. Para que o Espírito Santo nos é dado?
Para que tenhamos força (At 1,8)! Força para vivermos como homens e mulheres salvos,
resgatados ao preço do Sangue Precioso de Jesus; força para que tenhamos a
têmpera dos mártires que lutam,
se preciso for, até
o sangue pela santidade (cf. Hb 12,4); força para que carreguemos a cruz com
amor e fervor; força para que amemos efetivamente uns aos outros e nos
suportemos mutuamente; força para que sejamos missionários neste mundo,
espalhando em todo lugar o perfume de Cristo (II Cor 2,15).
Em Pentecostes,
portanto, se cumpre a Promessa do Pai que nos ama com eterno amor e deseja que sejamos
pessoas cheias do Espírito Santo!







