segunda-feira, 9 de maio de 2022

Carismas da Palavra de Ciência e Palavra de Sabedoria para a Edificação da Igreja

 

Os dons do Espírito Santo são conhecidos também por “carismas”, segundo a palavra grega, e significam favor, dom gratuito, benefício. A Palavra de Deus nos garante que podemos receber estes carismas, conforme a vontade de Deus: “é o único e mesmo Espírito que isso tudo realiza, distribuindo a cada um os seus dons, conforme lhe apraz” (1Cor 12,11). A Igreja também se refere aos carismas, quando nos diz que estes “devem ser acolhidos com reconhecimento por aquele que os recebe, mas também por todos os membros da Igreja” (Catecismo, nº 800).

Os carismas não são, portanto, novidade trazida pela Renovação Carismática Católica, mas “são uma maravilhosa riqueza de graça” (Catecismo, nº 800) para a vida dos filhos de Deus. Os carismas visam o bem comum da Igreja, a santificação do povo de Deus e, ainda, o auxílio às necessidades do mundo. Em síntese, podemos dizer que os carismas estão a serviço da caridade.

Nossos Grupos de Oração são “calorosos espaços de oração comunitária”(Documento de Aparecida, nº 362) e, por isso, são também espaços privilegiados para a ação carismática do Espírito na vida dos seus filhos. Assim, é corriqueiro que em nossos Grupos de Oração aconteçam manifestações carismáticas, em especial os carismas da palavra de ciência e da palavra de sabedoria, abordados a seguir.

O carisma da Palavra de Ciência é uma revelação sobrenatural de algo que só Deus conhece, além da pessoa que está passando pela situação; é um dom gratuito do Espírito Santo, através do qual é revelada uma situação, um fato ou uma lembrança, relacionada a acontecimentos passados ou presentes e que estão causando problemas à vida de

determinada pessoa. Podemos dizer que a palavra de ciência é o diagnóstico de Deus para situações problemáticas de nossa vida, pois por meio deste carisma, pode-se chegar à raiz de um problema (por exemplo, uma doença) ou ao conhecimento de uma cura.

O carisma da Palavra de Sabedoria é uma ação de Deus, a qual orienta como fazer determinada coisa ou o que e como dizer em determinado momento. A palavra de sabedoria inspira o homem como agir, falar ou se comportar em situações concretas da vida, levando a pessoa a decidir de acordo com a vontade de Deus; se a palavra de ciência é o diagnóstico para uma determinada situação, isto é, mostra a causa, podemos dizer que a palavra de sabedoria é o remédio para tratar esta situação; este carisma está intimamente ligado ao uso da palavra de ciência, embora possa acontecer separadamente.

Em nossos Grupos de Oração espalhados pelo Brasil e pelo mundo, recebemos semanalmente diversas pessoas, filhos e filhas de Deus, que tem suas vidas feridas pelo pecado e por tantas situações difíceis e problemáticas da sociedade; estes buscam curas físicas, buscam resoluções de conflitos, poderíamos dizer que todos buscam a paz, ora por meio de cura física ou emocional, ora por meio do louvor e da adoração. É neste ambiente, de pessoas sedentas por Deus e necessitadas do Seu amor que o Senhor deseja se manifestar, utilizando-se de pessoas que possam ser guiadas por Ele, para abençoar a vida dos seus irmãos.

Uma vez que a palavra de ciência e a palavra de sabedoria são carismas, estes são ordenados à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. Assim, é natural que num espaço onde existam pessoas doentes e necessitadas de Deus, os carismas aconteçam. No Grupo de Oração, por exemplo, depois das músicas de animação e

louvor, as pessoas são conduzidas a erguerem seus braços e louvarem a Deus com suas palavras, expressando sua gratidão, alegria e fé; há também a oração em línguas, onde deixamos o próprio Espírito Santo louvar em nós e, assim, silenciamos para ouvir o Senhor e o que Ele deseja nos falar naquela noite. É neste momento de silêncio e escuta de Deus que os carismas da palavra de ciência e da palavra de sabedoria podem e devem acontecer. É nesta hora que o Espírito Santo provavelmente revelará situações problemáticas ou doenças que estão sendo tratadas, é nesta hora que o Espírito Santo nos mostrará onde Jesus está agindo na vida daqueles irmãos que estão no Grupo de Oração e, além disso, o Espírito Santo mostrará como tratar as situações de vida que estão incertas, as dúvidas que existem e tantas outras coisas que tem tirado a paz daqueles filhos e filhas de Deus.

Por fim, cabe lembrar que o Senhor não nos agracia com carismas para que estes fiquem guardados, mas para os colocarmos a serviço dos nossos irmãos e irmãs. Grupo de Oração é expressão eclesial, isto é, uma forma de ser Igreja, portanto, quando nós exercemos os carismas naquele local, estamos colocando-os à serviço do Corpo de Cristo, visando sua edificação, assim como o bem de todos os homens.

Fonte: Site RCC Brasil.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2022

Tornar a mensagem compreensível aos irmãos


Somos a Renovação Carismática Católica! Movimento eclesial que atende aos critérios de comunhão e missão da Igreja. No nível da comunhão (koinonía) e no nível do serviço (diakonía). É, portanto, a esse segundo grupo que pertencem os “Carismas”. Os carismas fazem parte da nossa trilogia identitária. “A identidade da Renovação pela prática dos carismas é tão veemente que dispensa maiores análises. Basta lembrar que o próprio nome com a qual nos designam - ‘carismáticos’ – advém dessa prática” (Apostila Identidade da Renovação Carismática Católica, Módulo Básico).

Os carismas são dons, são presentes do Espírito Santos para nós. “Mas é o único e mesmo Espírito que isso tudo realiza, distribuindo a cada um dos seus dons, conforme lhe apraz” (I Cor 12, 11). O Frei Raniero Cantalamessa, pregador da casa pontifícia, em seu livro “A poderosa unção do Espírito Santo” nos explica que carisma é uma manifestação ou epifania do Espírito para a Igreja. Desta forma, podemos compreender que os carismas são manifestações extraordinárias do Espírito Santo, acessíveis para todos os fiéis, pois são ordenados à edificação da Igreja, ao bem dos homens e às necessidades do mundo. (cf. CIC 799).

Abordaremos neste espaço um dos carismas que compõem o grupo dos dons efusos do Espírito Santo, o carisma da interpretação das línguas, que é um dom de inspiração. É importante situarmos esse carisma dentro da nossa realidade de Grupo de Oração, a célula fundamental da Renovação Carismática Católica, onde os “carismas devem ser manifestados sem restrições, pois fazem parte do ‘Ver e ouvir’ que convence aqueles que estão chegando” (Apostila Grupo de Oração, Módulo Básico)

Qual carismático ainda não ouviu um canto ou profecia em línguas dentro da reunião de oração? Essa manifestação do Espírito ocorre dentro do ciclo carismático: louvor – oração – silêncio – profecia – louvor. Geralmente, depois da oração em línguas no momento de silêncio que segue (Escuta ao Senhor), uma voz se destaca em meio à assembleia e é nesse momento que todas as outras vozes se calam para ouvir, quer seja um canto profético em línguas, que uma profecia (falada ou orada) em línguas. Esse é, em especial, um dos grandes momentos dentro da dinâmica da reunião de oração, pois todos sentem que o Espírito está agindo de modo extraordinário na assembleia.

O carisma da interpretação das línguas é a faculdade de perceber o sentido da oração ou da profecia em línguas. Não se confunde com (tradução), é um impulso, através de uma unção espiritual, por meio do qual a pessoal capta o sentido da mensagem e comunica-a, para torna-la compreensível aos membros da comunidade. (Apostila Carismas, Módulo Básico). “É por isto que aquele que fala em línguas deve orar para poder interpretá-las” (I Cor 14, 13). O intérprete sente-se compungido pela ação do Espírito e se lança confiantemente no exercício do dom.

Pode acontecer, não raramente, de haver mais de um intérprete para aquela determinada “profecia ou canto em línguas”. O critério deve obedecer ao dom do “discernimento dos espíritos e como no exercício do dom da profecia geralmente são aceitas quando confirmadas pela assembleia. Algo importante, a saber, é que nem toda oração em línguas é uma profecia em línguas, esta última só acontece quando há uma unção profética que é bem específica, é quando o Senhor deseja falar ao seu povo quer seja para: edificar, exortar ou consolar” (cf. I Cor 14,3). “Por conseguinte, irmãos, aspirai ao dom da profecia e não impeçais que alguém fale em línguas. Mas tudo se faça com decoro e com ordem” (I Cor 14, 39-40).

Mª Anete Marçal Reis - Grupo de Oração Vem Senhor Jesus

domingo, 6 de fevereiro de 2022

A fé: carisma essencial aos nossos GO

 


“A fé é um dom de Deus, uma virtude sobrenatural infundida por Ele” (Catec. § 153). Para que tenhamos a fé precisamos da graça de Deus e dos auxílios internos do Espírito Santo, que move o nosso coração e nos converte a Deus, abre os olhos da mente e dá a todos suavidade no consentir e crer na verdade.

O ser humano, por causa do pecado original, não tem condições de dar fé a si mesmo, por isso é necessária uma intervenção divina para alcançarmos tal graça. Então basta pedirmos a Deus esta graça e Ele nos concederá. Esta é uma espécie de oração que jamais nos é negada pelo simples fato de estar em absoluta concordância com a vontade de Deus.

Existem três tipos de fé:

1) A fé doutrinal - É uma virtude teologal, pela qual cremos em Deus e em tudo o que Ele nos disse e revelou, e que a Santa Igreja nos propõe a crer, porque Ele é a própria verdade. Pela fé, “o homem livremente se entrega todo a Deus”. Por isso o fiel procura conhecer e fazer a vontade de Deus. “O justo viverá pela fé” (Rm 1,17). A fé viva “age pela caridade” (Gl 5,6) – CIC § 1814.

2) A fé dom- É a confiança absoluta na vontade de Deus, é a convicção de que Deus vai honrar o que Jesus nos prometeu e agirá conforme suas palavras. É colocar-se nas mãos d’Ele e aceitar com coragem e amor o caminho de felicidade que Ele traçou para nós. Não se trata de uma intuição, emoção ou sentimento, mas sim de um compromisso com Deus. A fé exige decisão! É algo que nos compromete até o nosso último fio de cabelo. Trata-se de entregar a nossa vida nas mãos do Pai e ao mesmo tempo aceitar toda a verdade por Ele revelada.

3) A fé carismática - A fé expectante é crer naquilo que não podemos ver, é acreditar e esperar por algo que está em nosso coração, e acreditamos estar no coração de Deus, é a fé: carisma essencial aos nossos Grupos de Oração aquilo que está em I Cor 2, 9 “É como está escrito: Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64, 4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam”. É crer de uma maneira inabalável, fielmente, antes mesmo que aconteça. Tudo o que pedimos em oração, crendo que já o recebemos, nos será dado (Mc 11, 24) Crer é entender que somente por graça possuímos aquilo que recebemos de Deus. Assim como a vida humana não pode ser gestada fora do ventre materno, nós não podemos ter vida espiritual sem fé. A fé é a graça que mantém nossa vida interior, nossa busca incessante pela intimidade com Deus, o ser humano não se realiza e o seu coração não encontra paz sem a fé.

A Sagrada Escritura chega a afirmar que uma fé falsa, mantida só de aparências, faz com que a alma dessa pessoa exale como que um odor de morte. Por isso o carismático vive pela fé!

A fé carismática abre o nosso interior ao novo de Deus, para que milagres e prodígios aconteçam diariamente em nossos Grupos de Oração. Para se ter fé, basta pedir! Tomar a decisão de acreditar em Deus e se comprometer com Ele.

Juliana Castro

Grupo de Oração Vinde e Vede (COMVIVE)

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Lectio Divina - Aula 01

O assunto que vamos abordar é inesgotável, pois “Lectio Divina”, significa “leitura de Deus”, e a Deus nunca vamos acabar de ler. Arte de estudar o coração de Deus, segundo a harmoniosa definição de São Gregório Magno, a leitura participa de certo modo, da intimidade de seu objetivo próprio. Por isso, quanto mais se estuda, mais qualidades se descobrem nela, mais ricos se revelam os múltiplos aspectos que apresenta. Ao dar por concluídos nossos colóquios, teremos a impressão de que apenas havíamos abordado o assunto.

“Adão, onde estás?” A voz do Todo-Poderoso ressoa no Paraíso. Deus buscava o homem que havia plasmado à sua imagem e semelhança. Queria falar com ele, como todos os dias, quando passava pelo jardim, à hora da brisa da tarde. Adão, o homem, havia desobedecido ao seu Criador e se havia escondido. O pecado do homem destruiu brutalmente a familiaridade com Deus. Isto é o que quis dizer o Gênesis em suas primeiras páginas.

O homem perdeu a doce e terna liberdade de expressão que lhe permitia falar a Deus como um filho fala a seu pai, como um amigo fala a seu amigo. O homem perdeu a Deus, seu criador e pai, e Deus perdeu o homem, sua imagem e semelhança, seu filho interlocutor. E, desde essa época, Deus busca o homem, e ele tem de buscar a Deus.

quarta-feira, 2 de junho de 2021

A Cultura de Pentecostes


Que a “Espiritualidade de Pentecostes” se propague pela Igreja para uma nova “Cultura de Pentecostes”

Durante o Pontificado de João Paulo II (maio de 2004) e de Bento XVI (setembro 2005), tem havido um forte encorajamento para que a Igreja propague a Cultura de Pentecostes. Obviamente este é um conceito amplo, com várias dimensões, mas, sem dúvida, este chamado encontra eco na Renovação Carismática. Por ocasião do 40º aniversário da RCC, o Cardeal Rylko, Presidente do Pontifício Conselho para os Leigos, falou sobre a experiência do batismo no Espírito ou efusão do Espírito. Ele disse que esta experiência, que é central para a Renovação Carismática e que tem envolvido milhões de católicos em todos os continentes, poderia ser o ponto de partida para a Cultura de Pentecostes.

A Graça de Pentecostes é uma Graça Missionária

É, portanto, importante que abracemos o nosso mandato. Não fomos chamados apenas a ser pessoas que experimentaram um “Pentecostes pessoal”, que é obviamente muito importante, mas junto com essa experiência vem uma responsabilidade. Somos chamados a ser canais para as graças de Pentecostes na Igreja e no mundo. Quando o Espírito Santo desceu sobre os apóstolos no Cenáculo, todos ficaram cheios do Espírito Santo. Eles experimentaram não apenas uma renovação pessoal, mas foram também capacitados com dons tais como a oração em línguas / glossolália e com coragem, o que lhes permitiu modificar poderosamente a cultura ao seu redor. Eles foram transformados e Pedro, que era um leigo sem instrução, foi capaz de convencer de tal forma as multidões que elas aceitaram sua mensagem e foram batizadas. Naquele primeiro dia, cerca de 3.000 novos convertidos foram acrescentados em número. Em todo o Livro dos Atos dos Apóstolos, Lucas registra muitos casos em que os apóstolos agiram no poder do Espírito Santo e, consequentemente, a Igreja começou a crescer em número (por exemplo, Atos 2, 47; 4, 4; 5, 14; 6, 1; 7; 11, 21 e 24). Portanto, a graça de Pentecostes é essencialmente uma graça missionária. Embora reconhecendo que na Renovação Carismática não temos um monopólio do Espírito Santo, parece que temos uma vocação especial para sermos embaixadores do Espírito Santo e difundir a Cultura de Pentecostes. Isto foi enfatizado pelo Papa João Paulo II em 2002, quando ele disse:

"No nosso tempo, que é tão ávido de esperança, faça que o Espírito Santo seja conhecido e amado. Ajude a trazer para a vida aquela "Cultura de Pentecostes", que só ela pode tornar fecunda a civilização do amor e da co-existência amigável entre os povos. Com insistência fervorosa, não vos canseis de invocar "Vinde Espírito Santo! Vinde! Vinde! "(Discurso aos delegados da Renovação no Espírito Santo).

terça-feira, 27 de abril de 2021

Precisamos do Espírito Santo

 


Que é o homem sem o Espírito de Deus? Obra morta condenada ao fracasso, corpo sem vida. É o Espírito Santo que possibilita ao homem a reinstalação no paraíso, a subida de novo aos céus, o retorno a adoção de filho. Ele que nos permite chamar Deus de Pai, que nos faz adentrar no mistério de Cristo morto e ressuscitado, nos faz tomar parte na glória.

Esta é a mística de Pentecostes: Deus em nós! O Espírito de Deus é enviado ao nosso espírito. Isto é a graça! Deus mora em nós e nos possibilita a viver como homens espirituais!

Ele é o Consolador perfeito e o Advogado dos pobres! O ardor poderoso do Espírito retira as almas tíbias do abismo da morte. Ele é, conforme a mais antiga definição de fé da Igreja, o “Senhor que dá a Vida”.

Espírito escondido na criação, anunciado pelos profetas, prometido por Cristo é o mesmo Espírito derramado em abundância sobre os apóstolos e a Igreja que nascia como nos descreve o Livro dos Atos dos Apóstolos. Pentecostes não acabou! É um movimento divino permanente! Enquanto houver um homem que precise da força de Deus, o Espírito deseja ser derramado sobre esta alma. Espera apenas um convite: “Vem!”

Nossa união com o Espírito Santo é absolutamente real, a tal ponto de tornar-se Ele verdadeiramente “nosso”. Ser movido pelo Espírito é, com efeito, atingir uma intimidade com Cristo e o Pai, que de outra maneira nunca seria adquirida. É preciso aproveitar este derramamento do Espírito e este tempo pentecostal que vivemos tão fortemente na Igreja de Cristo no início deste novo milênio. Visitados, inundados e transformados pelo Espírito queremos sempre permanecer.  Como Elena Guerra, queremos orar: “Que minha vida seja um constante nascer e renascer no Espírito”.

Aproveite bem o Pentecostes que Deus vai derramar este ano sobre você. Este é o meu desejo!

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Consagração ao Espírito Santo

Oh, Espírito Santo, Espírito Divino de luz e de amor, eu vos consagro a minha inteligência, o meu coração, a minha vontade, todo o meu ser no tempo e na eternidade. Seja a minha inteligência sempre dócil às celestes inspirações e à doutrina da Santa Igreja Católica, da qual sois infalível guia; seja o meu coração sempre inflamado de amor por Deus e pelo meus irmãos; seja a minha vontade sempre conforme a vontade Divina, e toda a minha vida uma fiel imitação da vida e das virtudes de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, ao qual com o Pai seja dada honra e gloria para sempre. Amém.

domingo, 4 de abril de 2021

A morte foi vencida e Cristo ressuscitou

 

A proclamação da Ressurreição de Cristo era o principal anúncio da Igreja Primitiva. Cristo morreu por nossos pecados, mas, a morte foi vencida e Cristo ressuscitou, como primícias daqueles que também morreram.

Imaginem a confusão que se passava na cabeça do povo, mas também, e principalmente, entre os próprios apóstolos! Também eles esperavam que um dia Jesus fosse proclamado Rei de Israel. O sentimento de triunfo naquele domingo de ramos, em que Jesus entrou em Jerusalém louvado pela multidão, confirmava as expectativas de muitos deles. “É ele! Ele é o Messias que Israel esperava! Hosana ao Filho de Davi!”.

Podemos compreender, depois desta premissa, o sentimento de frustração de todos eles olhando para Cruz. O Messias, aquele que devia libertar o povo, estava crucificado, humilhado na cruz. Estava tudo consumado...

Quando, na madrugada daquele dia, os discípulos foram despertados com a euforia de Maria que fizera-lhes o primeiro anúncio da Ressurreição e após constatarem, com os próprios olhos que o Senhor Jesus Ressuscitou, como disse, e, que ele é o Senhor, o Kyrios, a alegria voltou ao coração dos Apóstolos. A esperança não engana. “Jesus está vivo!” Este se torna o grande anúncio dos cristãos de então e deve, sem dúvidas, ser o nosso principal anúncio: Jesus está vivo!

Os homens de hoje, como os contemporâneos de Cristo, precisam ouvir, não um anúncio teórico de quem aprendeu na catequese, mas o testemunho eloquente de quem, como Paulo relatou na passagem acima, também fez o seu encontro pessoal com o Senhor. A teoria e o conhecimento doutrinal, ajudam! Mas é o testemunho que convence.

Nós, cheios do Espírito Santo, precisamos da coragem, entusiasmo e ousadia, ou seja, de “parusia” para anunciar com poder esta verdade que não pode ser mitigada: Cristo Vive! Jesus é o Senhor! Aleluia! Mais do que professores de religião ou pregadores que dão notícias de Jesus, o mundo precisa de verdadeiras testemunhas da ressurreição de Cristo. Homens e mulheres imbuídos do espírito profético para testemunhar que o Senhor Vive! Está no meio de nós com todo o seu poder e graça, atuante na sua Igreja. E disto, nós somos testemunhas!

Padre Clovis Cavalcanti de Albuquerque Neto

Instituto Divino Mestre – Brasília (DF)

FONTE: RCCBRASIL